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Caldeirão com Mion recebe Maria Bethânia e Caetano Veloso

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‘Reconvexo’, ‘Olhos nos Olhos’, ‘Leãozinho’, ‘Quereres’, ‘Índio’. Não é preciso explicar muito para que se saiba de quais artistas estamos falando. No próximo sábado, dia 6 de abril, os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia se encontram no palco do ‘Caldeirão com Mion’ para o ‘Especial Setlist Caetano & Bethânia’, que celebra a cumplicidade, a trajetória dos artistas e, principalmente, a música. Os filhos de Dona Canô, nascidos na década de 1940, em Santo Amaro, na Bahia, falam sobre a turnê que estreiam juntos em agosto, relembram momentos importantes de suas carreiras e são homenageados por diversos artistas presentes na plateia. Nomes como Regina Casé, Fátima Bernardes, Claudia Ohana, Dira Paes, Mart’nália, Andreia Horta, Maria Ribeiro, Rita Batista, Sandra Annenberg, entre outros talentos e fãs, participam desta homenagem, assistindo e revivendo memórias dos ídolos.
Durante a gravação, além de experenciar as performances destes dois grandes artistas, o público testemunha ainda o grande carinho que existe entre os irmãos. “Esse último disco dele me tocou muito. Quando eu ouvi fiquei deslumbrada e falei para ele que era muito próximo de mim e muito comovente. Tem muita potência e muita dramaticidade, somada a uma voz e a um autor extraordinário. Tinha toda a suavidade e uma potência musical que me arrebatou”, diz Maria Bethânia sobre o mais recente trabalho autoral de Caetano. Já o cantor não disfarçou o orgulho de ter seu trabalho reconhecido pela irmã mais nova.  “Foi uma surpresa para mim a reação de Bethânia ao álbum ‘Meu Côco’. Ela ouviu o disco e ficou impressionada. Depois foi ver o show, e foi mais de uma vez (risos). Fora do comum. Fiquei super orgulhoso, ela falava com entusiasmo”, disse Caetano.

Os convidados presentes fizeram diversas declarações emocionada sobre a dupla, e amigos como Gilberto Gil, Alcione e Djavan enviaram mensagens exibidas no programa. Mas o vídeo que mais os tocou foi uma gravação de Nicinha Veloso interpretando a música ‘Alguém Cantando’. A irmã mais velha foi uma grande influência para os dois e sempre os cuidou. Ela foi adotada por Dona Canô aos 3 anos. Nicinha morreu em 2011, aos 83 anos, e segundo Caetano ela era a mais musical dos oito irmãos. No disco ‘Qualquer Coisa’ (1975), Caetano gravou uma música chamada ‘Nicinha’, em que diz: ‘Se algum dia eu conseguir cantar bonito, muito terá sido por causa de você, Nicinha’. “Ela cantava lindamente. Fora ela ser a primeira [dos irmãos], ela veio cuidando de mim a vida toda. Dentro do meu camarim, dentro da minha casa. É uma relação muito forte e de muita confiança mútua. Eu sinto muita falta e saudade dela. E agora ouvindo, assim, ela menina cantando com Caetano fiquei muito emocionada. É lindo!”, afirmou Bethânia.

Na plateia, a jornalista Sandra Annenberg e sua filha, Elisa Annenberg, não esconderam a emoção ao assistirem Caetano cantando o clássico ‘Leãozinho’, música de sua autoria. As duas em lágrimas relembraram momentos da infância de Elisa em que a mãe cantava esta canção para ela. Sandra relembrou ainda como virou fã dos irmãos e que passou esse amor para sua filha. “Eu acho que esse é um amor que passa de geração em geração. Minha mãe me apresentou Caetano e a minha ‘boadastra’ me apresentou Bethânia. Eu demorei muito tempo para descobrir que eles eram irmãos (risos). E eu acho que passei esse amor pra Elisa. Acho muito lindo, não só essa herança musical, mas o Mion trazer esses nomes para mostrar para todas as gerações: para as que já os conheciam e agora podem vê-los nesse palco; e para as novas que são mais jovens. Caetano e Bethânia são eternos, isso é muito importante”.

Quem também falou de sua história com Maria Bethânia foi a atriz Débora Nascimento ao relembrar o parto de sua filha embalado pela voz da cantora. “Em todas as situações da minha vida, eu te ouvi como um mantra. Passei por 16 horas de trabalho de parto, selecionei uma playlist de música brasileira para esse momento, e 90% dela era de Maria Bethânia. Eu não sabia a hora em que a minha neném ia nascer, mas eu tinha certeza de que a segunda voz humana que ela ia escutar seria a sua. E foi isso que aconteceu”, recordou a atriz, continuando: “Em todos os meus processos eu sou muito intensa e apaixonada. E a sua potência feminina, o seu mistério, as suas nuances… tudo me inspira como mulher, como artista e como mãe. Isso eu carrego e compartilho com a minha filha desde sempre”.

Regina Casé também celebrou sua relação de fé com os irmãos.  “Eu tenho muita fé neles, antes de todas as outras deidades. Esses dois cantando juntos para mim é muito difícil. Já é uma barra os dois sozinhos, me afeta muito. Eu seria outra pessoa completamente diferente se não fossem eles. Eles são meus faróis e meu guias. Desde menina eu só sigo a trilha deles e os imito em tudo que eu posso. Eu só sou desse jeito porque eu tenho esses dois mestres comigo. Eu fui criada em uma casa católica e depois de um tempo os meus amigos mais próximos, ninguém se identificava, e eu seguia muito sozinha o meu caminho espiritual. E a casa deles me recebeu muito generosamente”, contou a atriz.

O ‘Caldeirão com Mion’ vai ao ar aos sábados e tem apresentação de Marcos Mion e direção geral de Geninho Simonetti. A produção é de Tatynne Lauria e Beatriz Corrêa e a direção de gênero é de Monica Almeida.
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Édipo Pereira

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