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Em Nome da Justiça: Inocente é acusado de mais de 60 crimes por reconhecimento fotográfico

Em Nome da Justiça 3a temporada série ilana casoy

Casos de pessoas presas por crimes que não cometeram, vítimas de erros policiais ou judiciais, estão em foco em Em Nome da Justiça, a nova série de true crime do A&E. Conduzida pela criminóloga Ilana Casoy, a docussérie analisa decisões judiciais de crimes com processos marcados por dúvidas e traz instigantes casos de inocentes que foram presos por crimes que não cometeram. São histórias emocionantes de cidadãos comuns e seus familiares, que enfrentam muitas dificuldades para provar sua inocência, enquanto o acusado vive situações dramáticas em nosso falido sistema prisional.

Ao longo dos episódios, Ilana constata que os acusados, quase sempre, são vítimas das condições precárias dos sistemas policial e judiciário do Brasil. Além do trauma, ainda precisam arcar com os custos de investigações e revisões processuais paralelas, que deveriam ser obrigação do Estado, ainda que a justiça determine com clareza que cabe a quem acusa provar a culpa de qualquer pessoa – e, de acordo com a lei, qualquer suspeito é inocente até prova em contrário.

A&E exibe dois episódios inéditos por semana.

O primeiro desta sexta é Paulo. Alguém pode ser condenado por mais de sessenta roubos, com base unicamente em um reconhecimento falho, através de uma foto recolhida das redes sociais? A resposta é sim, tanto que foi exatamente o que aconteceu com Paulo Alberto da Silva Costa, na região de Belford Roxo, no Rio de Janeiro. A situação era tão absurda que, mesmo preso, Paulo nunca foi chamado para depor em nenhum dos processos a que respondia. E, com certeza, tamanha era a extensão das penas a que ia sendo condenado, passaria o resto da vida na prisão, não fosse a intervenção da Defensoria Pública do Rio de Janeiro.

Ao ter sua atenção chamada para uma sequência de condenações no mesmo local e com as mesmas características, o órgão resolveu investigar o caso mais a fundo. E obteve uma decisão judicial que é um autêntico marco na luta pela redução do número de inocentes presos no país.

O episódio seguinte é Ana Paula e Patrícia. Um casal de idosos, Leonel Costa e sua esposa, Rondina, são brutalmente assassinados, a golpes de tronco de madeira e um paralelepípedo, por Paulo e sua irmã Marlene. Depois do crime, Paulo colocou o casal no porta-malas do carro e levou seus corpos até um terreno baldio, onde os jogou. Depois, foi ainda até a casa das vítimas, onde roubou diversos objetos do casal. No mesmo dia do crime, os objetos foram encontrados na casa de Paulo e ele foi preso em um bar, onde bebia com Ana Paula e Patrícia, duas jovens com quem costumeiramente fazia uso de drogas. Imediatamente Paulo acusou as duas de participação no assassinato dos idosos e, apesar de elas negarem com veemência qualquer relação com o crime, ambas foram detidas e tiveram a prisão em flagrante decretada.

Presas, elas depositaram esperanças no julgamento, por acreditar que seriam absolvidas. Mas, pelo contrário, cada uma foi condenada a 60 anos de prisão e, mesmo Paulo tendo admitido que ambas eram inocentes, seguiram presas mais um bom tempo, sofrendo toda sorte de agruras atrás das grades. Suas famílias não pararam de lutar para provar sua inocência, mas, ao todo, foram mais de seis anos de sofrimento – período em que, inclusive, uma delas deu à luz um filho na prisão.

Classificação Indicativa: 14 anos

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Édipo Pereira

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